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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

sinto-me assim


...como um pastel de nata, a ser engolido às colheradas pelo sistema, consciente de que a canela nada mais lhe faz do que cócegas no céu da boca.
Espero que o dito não goste de massa folhada.

domingo, 29 de junho de 2008

nada mais



O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

terça-feira, 20 de maio de 2008

não percebo...


qual o prazer de fotografar no metro!
só se for pela adrenalina de poder ser topada e ficar com a cara achatada!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

corredores


claustrofobia.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

não tem (título)


(nem gravata)

terça-feira, 15 de abril de 2008

toupeiras urbanas







sexta-feira, 4 de abril de 2008

mais um fim de estação


quer-me parecer.

vivemos como toupeiras








ou pareceremos os contemporâneos da "Formiga Z"?