...entre o que são, foram, serão, as minhas convicções e o que acho que Portugal deve fazer e ao que tem de sujeitar-se.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
o que se me apraz dizer
É quando olho alguns jovens fotógrafos, cheios de garra, aparente potencialidade e muito para dar à fotografia em Portugal, vendo-os a cair naquilo que a publicação quer, precisa, ou tem a mania que precisa, que mais pondero sobre o que é ser fotojornalista neste jardinzinho à beira-mar calcinado.
é quando recordo o trabalho de alguém, que demorou mais de um ano a ser feito e teve em troca o pagamento de 800 ou 900€, que tenho a certeza que qualquer coisa está mal neste burguinho.
é quando recordo o trabalho de alguém, que demorou mais de um ano a ser feito e teve em troca o pagamento de 800 ou 900€, que tenho a certeza que qualquer coisa está mal neste burguinho.
É nestas alturas que me apetece abanar os primeiros e dizer-lhes: ponham-se a andar daqui para fora. Portugal não é um país para jovens talentosos. Portugal é um país cinzento, gerido maioritariamente por gente acomodada, a quem o talento dos novos faz temer, cortando-lhes cerces as expectativas, amputando-os, manipulando-os.
Depois de uma Grande Geração, que tinha e sabia por que lutar, veio outra: a que dificilmente tem objectivos que vão para além dos seus próprios ordenados, postos ou umbigos, perfeitamente acomodada na ausência de necessidade de fazerem ou exigirem melhor. Num ou noutro ainda se encontram os ensinamentos dos antigos, que estão maioritariamente de partida para outro plano da vida. Poucos, muito poucos.
Recordo o dia em que, chegando à redacção com um trabalho merdoso, um muito e verdadeiramente querido editor me recebeu aos gritos: “nós não publicamos trabalhos de merda porque gostamos de publicar merda! Publicamos porque nos trazem merda!”. Não desistiu, que teria sido o mais fácil. Mandou-me para outro, logo de seguida. E fiz talvez o melhor trabalho do género que havia feito até então. Nos meus ouvidos soava “merda não”; ao disparar focava-me em: “desta vez vais-te orgulhar de ter insistido, de me teres gritado, de me teres abanado”
Quantos lutam ainda pelos seus colaboradores? Quantos se importam em dar segunda oportunidade ao primeiro resvalanço?
Paísinho cinzento e acomodado, onde os melhores trabalhos dos fotógrafos estão nos seus sites pessoais, os de qualidade mais dúbia nas publicações. Quem manda aqui? E, sobretudo, quantos ainda para recuperar esta coisa a que chamamos imprensa em Portugal?
Pela parte que me toca, e porque já tenho demasiadas raízes e dependentes que me prendem cada vez mais a esta terrinha de terceiro mundo iluminado (à conta da EDP) dificultando-me o salto para a estranja, baixo os braços e desisto.
Farei aquilo que os poucos a quem ainda respeito me deixarem e oferecerem para fazer.
De resto opto pelo: “empresa tal, bom dia, está a falar com fulana. Em que posso ser útil?” , esperando que aqueles que ainda vão a tempo ponham os olhos num João Pina e não se deixem ficar para o meu tipo de opções.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
psicologia de pacotilha

Um dos problemas do Ser Humano, e que lhe pode causar grande mal-estar é, não exactamente tentar chegar mais longe mas convencer-se que nasceu grande e exemplar. Não consegue entretanto ver-se e aceitar-se em crescimento, deseja muito além do que a sua própria perna consegue alcançar. Esquece aquela velha máxima do 1% de talento e 99% de trabalho, alimentando um certo sentimento de inveja em relação a quem lhe parece ou está efectivamente mais longe, eventualmente porque até tem o dobro do talento e do trabalho.
A nossa medida deve ser a nossa capacidade e essa é para alimentar com metas alcançáveis a curto ou médio prazo. Não será boa ideia renegarmo-nos porque não somos ou não atingimos o patamar de alguém com quem, teimosamente, queremos comparar-nos. Sumariamente, anulamo-nos, e às nossas qualidades, quando queremos ser o que não somos; quando, por vezes, perdemos o discernimento e a modéstia sobre nós mesmos.
Ao longos dos últimos cinco anos, a completar em 22 de Agosto, tenho assistido a várias formas de lidar com este mesmo sentimento: ou são velhos que mantêm uma postura superior quando nunca chegaram a ser ninguém; ou são novos, que rapidamente se farão velhos iguais aos outros, a quererem alcançar num passo o que necessitam de muita luta para conseguir. Uns e outros são frustrados. Interiorizam e exalam frustração, espalhando-a, comunicando-a a terceiros. Não são boas companhias e provocam um mal-estar interno cuja origem é dificilmente identificável.
Talvez por isso, cada vez mais aprecio o meu caminho solitário, auto-crítico, de muita insegurança, mas onde não faço comparações. Apesar de todos os rótulos que me possam pôr, positivos ou negativos, tenho vindo a tomar cada vez mais consciência da minha pequenez e do quanto seria necessário trabalhar para alcançar metas muito além das que a minha falta de entrega e espírito de sacrifício me permitem.
Obviamente que a isso muito ajudaram críticas sem sentido e injustas; a isso muito ajudam as críticas frias e objectivas, mas envoltas num certo carinho, do meu filho e da minha mãe (em quem, inexplicavelmente e por cegueira minha, encontrei uma comum mas sensível “olheira” fotográfica).
Se gostaria de alcançar outros patamares na fotografia? Com certeza que sim. Sou tão humana como todos os outros. Só não faço disso uma questão de vida ou de morte; interiorizo aquilo que quero e estou disposta a dar em relação ao mister e, sobretudo, mantenho uma postura de muita dúvida em relação à qualidade que podem ter fotografias que são feitas por prazer do mais genuíno, para a obtenção das quais não há um superior investimento psicológico ou de trabalho.
Regredi aos tempos do Ar.Co: máquina ao ombro, a sentir e a comunicar com o mundo. Demorou? Sim! Foram anos a acumular frustrações de opiniões alheias, a maioria das quais não sei se sempre dadas com boa intenção.
Tenho as minhas metas, obviamente que tenho, mas de acordo com a minha capacidade, o meu espírito de sacrifício e sempre muito consciente de que a fragilidade de um e de outro me podem dificultar o seu alcance.
Comparações com outros? Não é o caminho.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
terça-feira, 18 de novembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
entre a prisão e a liberdade

É fácil de dizer que é necessário "devolver o Tejo aos lisboetas".
Obras e mais obras, algumas aparentemente incompreensíveis; cais de embarque em risco de ruirem; buracos com alcatrão à volta, que ainda deve vir do tempo do Estado Novo; 3,5€ por um café e uma água e um rio sujo, muito sujo.
Há anos que ouço dizer o mesmo e há anos que, com a minha curta carteira, espero por poder estar um dia inteiro virada para o Tejo sem a sensação de ter gasto mais dinheiro do que o necessário para uma viagem a um qualquer país europeu numa companhia de low cost.
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sábado, 13 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
uma espécie de
domingo, 31 de agosto de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
a diversidade

das coisas, das pessoas, das cidades, continua a cativar-me. São sempre pequenos tesouros por descobrir. Mesmo que alguns sejam falsos tesouros.
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
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