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domingo, 21 de agosto de 2011

ando a fugir


...ao bicho que tenho de pegar pelos cornos.

não sei se tenho


...1% de talento mas, seguramente, falta-me a vontade para os 99% de trabalho!

e isso é mau. muito mau mesmo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

com os anos


...há espaços que vão ficando demasiado vazios na vida das pessoas.

a Amizade


...tem de ser degustada. só assim se lhe dá valor.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

vidas em Lisboa

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

sete anos...


... foram os necessários para encontrar um texto na net e perceber que tudo não passou de um terrível bluff e uma mais estranha coincidência.

assim se desfazem pequenos (e grandes) equívocos.

acorda-se anos mais tarde


...a sentir que atamancámos qualquer coisa.

mas acordámos. é o importante!

ter amigos nos sítios e horas certas...


...sempre foi um bom caminho para a vitória.
mesmo que o resultado seja um fiasco, haverá sempre quem aplauda, lamba botas e peça bis.

domingo, 1 de agosto de 2010

ele há dias...


... em que me sinto literalmente assim!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

o pleno vazio


...é um local óptimo para enchermos com coisas novas.

a achar que


...é bom voltar a casa.

domingo, 22 de novembro de 2009

com uma lanterna, para dentro


O estado é de domingueira e ensonada reflexão. O relaxamento do sono nada tem de redutor, apenas deixando mais espaço e tempo para que as ideias se espraiem.

Reflicto na minha vivência pessoal, forma de estar no mundo, nas profissões que ocupo, nos conselhos que me dão e que, siga-os ou não, me ficam sistematicamente interiorizados: pela honestidade com que foram facultados, pela ponderação que me merecem, pela utilidade que podem vir a ter. É verdade, raramente deito um conselho fora. Até porque só os peço a quem acredito ter relevância e conhecimento para mos dar. Assim sendo, o meu dever e a minha postura apenas podem ser de respeito e deitar fora nada tem de respeitoso.
Enquanto os olhos se semi-cerram ao sabor do descanso impossível, ocorre-me o pragmatismo que não tenho e a impulsividade por que me rejo. A ausência de um e a presença de outra são factores menos bem vistos nos dias que correm mas continuo a acreditar ser o que imprime alma àquilo a que chamamos trabalho. Se consigo imaginar-me a escrever sem essas duas características – porque não amo a escrita e apenas acho alguma piada a juntar palavras, como os miúdos que brincam com as letras da sopa, já a fotografia, aquela a quem amo e que não tenciono permitir-me maltratá-la como o fiz não há assim tanto tempo, não consigo visualizá-la de outra forma.
O meu grande amigo dizia-me repetidas vezes “não penses, fotografa”. E não deixa de ser curioso que, em repetidas comparações de duas fotografias semelhantes, uma feita com a urgência de não perder o instante, a seguinte já de forma mais racional, em que entra o conhecimento técnico faltando a alma, invariavelmente é a primeira que sobrevive ao tempo. É assim desde a lonjura dos anos.

Por outro lado, e no que respeita à forma de me relacionar com os outros, não os amigos, mas aqueles que me podem facultar trabalho, parece ser ponto assente que uns quaisquer dedos de conversa e uma postura de irredutível ocultação dos nossos próprios sentimentos são desejáveis.
Antítese de tudo isso, permito-me transmitir alegria ou tristeza de acordo com o meu sentir; permito que se apercebam dos meus muitos receios e poucas certezas. E gosto de ser assim: livro visível (apenas para ler naquela página, não para folhear); directa e imprevisível; pedindo ajuda a todos, mesmo que no fundo saiba que estou sozinha e será dessa forma que terei de ultrapassar as situações.
É nesta amálgama que, a existir, reside a minha única riqueza. É assim que adquiro o conhecimento sobre as situações e, essencialmente a percepção sobre os outros. Tenho tido muitas e gratas surpresas, enormes e fantásticas confirmações. Não deixam de existir os outros, aqueles que, a terem importância, seriam decepções. Mas esses são o meu melhor ensinamento na vida: os que me conseguem mostrar que até podem estar no alto mas que o estão que nem vendilhões do templo e que o seu “alto” pode ser ali como do lado diametralmente oposto, ao sabor da mudança dos ventos. E a isso eu não dobro nem consigo respeitar. Sigo, sem lamentar nada, impulsiva, sem capas opacas, na multiplicidade de ocupações, para não ter de estar sujeita aos critérios ou vontades de ninguém, para tentar evitar ser rameira de mim mesma.
No fundo, o meu único stress é no momento em que ainda finjo acreditar poder ser auxiliada por alguém. De seguida, comprovada a realidade, tudo é uma enorme paz, nada mais do que questões, a ultrapassar de forma progressiva mas definitiva. E são questões, jamais problemas.

Fim de reflexão, numa ensonada manhã de domingo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

o que se me apraz dizer



É quando olho alguns jovens fotógrafos, cheios de garra, aparente potencialidade e muito para dar à fotografia em Portugal, vendo-os a cair naquilo que a publicação quer, precisa, ou tem a mania que precisa, que mais pondero sobre o que é ser fotojornalista neste jardinzinho à beira-mar calcinado.
é quando recordo o trabalho de alguém, que demorou mais de um ano a ser feito e teve em troca o pagamento de 800 ou 900€, que tenho a certeza que qualquer coisa está mal neste burguinho.

É nestas alturas que me apetece abanar os primeiros e dizer-lhes: ponham-se a andar daqui para fora. Portugal não é um país para jovens talentosos. Portugal é um país cinzento, gerido maioritariamente por gente acomodada, a quem o talento dos novos faz temer, cortando-lhes cerces as expectativas, amputando-os, manipulando-os.

Depois de uma Grande Geração, que tinha e sabia por que lutar, veio outra: a que dificilmente tem objectivos que vão para além dos seus próprios ordenados, postos ou umbigos, perfeitamente acomodada na ausência de necessidade de fazerem ou exigirem melhor. Num ou noutro ainda se encontram os ensinamentos dos antigos, que estão maioritariamente de partida para outro plano da vida. Poucos, muito poucos.

Recordo o dia em que, chegando à redacção com um trabalho merdoso, um muito e verdadeiramente querido editor me recebeu aos gritos: “nós não publicamos trabalhos de merda porque gostamos de publicar merda! Publicamos porque nos trazem merda!”. Não desistiu, que teria sido o mais fácil. Mandou-me para outro, logo de seguida. E fiz talvez o melhor trabalho do género que havia feito até então. Nos meus ouvidos soava “merda não”; ao disparar focava-me em: “desta vez vais-te orgulhar de ter insistido, de me teres gritado, de me teres abanado”

Quantos lutam ainda pelos seus colaboradores? Quantos se importam em dar segunda oportunidade ao primeiro resvalanço?

Paísinho cinzento e acomodado, onde os melhores trabalhos dos fotógrafos estão nos seus sites pessoais, os de qualidade mais dúbia nas publicações. Quem manda aqui? E, sobretudo, quantos ainda para recuperar esta coisa a que chamamos imprensa em Portugal?

Pela parte que me toca, e porque já tenho demasiadas raízes e dependentes que me prendem cada vez mais a esta terrinha de terceiro mundo iluminado (à conta da EDP) dificultando-me o salto para a estranja, baixo os braços e desisto.
Farei aquilo que os poucos a quem ainda respeito me deixarem e oferecerem para fazer.
De resto opto pelo: “empresa tal, bom dia, está a falar com fulana. Em que posso ser útil?” , esperando que aqueles que ainda vão a tempo ponham os olhos num João Pina e não se deixem ficar para o meu tipo de opções.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

psicologia de pacotilha




Um dos problemas do Ser Humano, e que lhe pode causar grande mal-estar é, não exactamente tentar chegar mais longe mas convencer-se que nasceu grande e exemplar. Não consegue entretanto ver-se e aceitar-se em crescimento, deseja muito além do que a sua própria perna consegue alcançar. Esquece aquela velha máxima do 1% de talento e 99% de trabalho, alimentando um certo sentimento de inveja em relação a quem lhe parece ou está efectivamente mais longe, eventualmente porque até tem o dobro do talento e do trabalho.

A nossa medida deve ser a nossa capacidade e essa é para alimentar com metas alcançáveis a curto ou médio prazo. Não será boa ideia renegarmo-nos porque não somos ou não atingimos o patamar de alguém com quem, teimosamente, queremos comparar-nos. Sumariamente, anulamo-nos, e às nossas qualidades, quando queremos ser o que não somos; quando, por vezes, perdemos o discernimento e a modéstia sobre nós mesmos.

Ao longos dos últimos cinco anos, a completar em 22 de Agosto, tenho assistido a várias formas de lidar com este mesmo sentimento: ou são velhos que mantêm uma postura superior quando nunca chegaram a ser ninguém; ou são novos, que rapidamente se farão velhos iguais aos outros, a quererem alcançar num passo o que necessitam de muita luta para conseguir. Uns e outros são frustrados. Interiorizam e exalam frustração, espalhando-a, comunicando-a a terceiros. Não são boas companhias e provocam um mal-estar interno cuja origem é dificilmente identificável.

Talvez por isso, cada vez mais aprecio o meu caminho solitário, auto-crítico, de muita insegurança, mas onde não faço comparações. Apesar de todos os rótulos que me possam pôr, positivos ou negativos, tenho vindo a tomar cada vez mais consciência da minha pequenez e do quanto seria necessário trabalhar para alcançar metas muito além das que a minha falta de entrega e espírito de sacrifício me permitem.
Obviamente que a isso muito ajudaram críticas sem sentido e injustas; a isso muito ajudam as críticas frias e objectivas, mas envoltas num certo carinho, do meu filho e da minha mãe (em quem, inexplicavelmente e por cegueira minha, encontrei uma comum mas sensível “olheira” fotográfica).

Se gostaria de alcançar outros patamares na fotografia? Com certeza que sim. Sou tão humana como todos os outros. Só não faço disso uma questão de vida ou de morte; interiorizo aquilo que quero e estou disposta a dar em relação ao mister e, sobretudo, mantenho uma postura de muita dúvida em relação à qualidade que podem ter fotografias que são feitas por prazer do mais genuíno, para a obtenção das quais não há um superior investimento psicológico ou de trabalho.

Regredi aos tempos do Ar.Co: máquina ao ombro, a sentir e a comunicar com o mundo. Demorou? Sim! Foram anos a acumular frustrações de opiniões alheias, a maioria das quais não sei se sempre dadas com boa intenção.
Tenho as minhas metas, obviamente que tenho, mas de acordo com a minha capacidade, o meu espírito de sacrifício e sempre muito consciente de que a fragilidade de um e de outro me podem dificultar o seu alcance.

Comparações com outros? Não é o caminho.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

todos nós


...temos paixões na vida. Todos nós temos um ou mais pais e mães dessas paixões.
A minha paixão pela leitura começou nesta casa, gerida por esta senhora.

terça-feira, 7 de julho de 2009

a monotonia


...de um biorritmo.

domingo, 5 de julho de 2009

além do tejo


"...só se for para sul!"

sábado, 4 de julho de 2009

a beleza da maternidade aos 20 e poucos


...descobre-se realmente aos 40 e tal - faz-se uma viagem e percebe-se que se tem tudo o que sempre se desejou... e por pouco não acabávamos em Ceuta!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

uma estranha trilogia


ARS, Bombeiros Voluntários e Assistência Social.

domingo, 28 de junho de 2009

burrice e ausência de raciocínio


...só têm mesmo um destino possíval! Irra!